Pacto Em Buritis - Minas Gerais

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

  9º - Encontro - 09 de julho de 2013


 O lúdico na sala de aula.


As atividades do 9º encontro deram início com o caderno da Unidade IV "Ludicidade na sala de aula".
Todas as turmas no pátio da escola para as boas-vindas, oração e leitura para deleite. Cada professora orientadora apresentou seu caderno de formação e em seguida, foram feitas reflexões sobre a introdução dos temas pelas professoras cursistas. Realizou-se algumas brincadeiras para que o professor tenha alegria, entusiasmo, pois é ele o mediador da atividade lúdica em sala de aula. Após as brincadeiras, as cursistas receberam os MIMOS (personagem da leitura para deleite) e foram para suas respectivas salas de aulas.
Iniciando a conversa, foram distribuídos os direitos de aprendizagem; esclarecimentos sobre os registros/portfólios; Seminário final das atividades e sorteios de brindes.
Em pequenos grupos, leram o texto "Ser cuidado, brincar e aprender: direito de todas as crianças"; Reflexão sobre as dificuldades de realizar jogos e brincadeiras em sala de aula.
Todas as cursistas participaram ativamente e desenvolveram com êxito as atividades propostas. A professora orientadora, Clésea parabeniza a todas pelo empenho e dedicação.

"Brincar com a criança não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver menino sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, tolhidos e enfileirados em uma sala de aula sem ar, com atividades mecanizadas, exercícios estéreis, sem valor para a formação dos homens críticos e transformadores de uma sociedade."
(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE).


Não se esqueçam de realizarem as tarefas e preparem-se para o 10º encontro dia 23/07/2013. Esperamos por vocês.















ENCONTRO DO PACTO

 O encontro do dia 09/07 iniciou o primeiro momento com todos os cursistas  juntos do 1º, 2º e 3º anos no pátio da Escola Cândido José Lopes.
Iniciou-se com as boas vindas e oração.
Slide da Leitura para deleite “Lilito na escola”. A história de Lilito nos mostra que, nós professores alfabetizadores temos um  Lilito em nossas classes  e que devemos estar atentos e procurar atende-los  ofertando situações  diversificadas e lúdicas que seja favorável a aprendizagem de todas as crianças.
Os orientadores apresentaram o caderno da unidade lV,  ressaltando a importância do lúdico na escola e na vida das crianças.
Distribuição de frases para os professores cursista ,onde eles leram e a orientadora Clésea fez comentários sobre a inclusão da criança especial nas brincadeiras.
Brincadeiras:
O Sitio do seu Lobato.
 Coelhinho sai da toca/ Toca procura coelhinho.
Bom Barqueiro.
De abóbora faz melão.
Os Cursistas se divertiram muito com as brincadeiras. Receberam como Mimo pirulitos com o Lilito.
·       Na sala de aula, leitura compartilhada do texto 1 “ A criança que brinca aprende?” Discussão e socialização de situações em confirmam que as crianças aprendem enquanto brinca.
·       Planejamento de uma aula inserindo situações lúdicas de aprendizagem contemplando os Direitos de Aprendizagem.
·       Tarefa: casa/escola: Realizar a aula planejada anotando as impressões da participação e aprendizagem das crianças.
·       Entrega dos Quadros de Direitos de Aprendizagem.
·       Orientações sobre o registro/ portfólio/seminário do final do ano.

     Orientadora- Dilcéa 










Maria Aparecida Francisco de Araújo

A turma do 2º ano, no encontro do dia 09/07/2013 reuniu-se no pátio juntamente com as demais e assistiu slides com a leitura para deleite "LILITO NA ESCOLA"; apresentou o caderno da unidade 4; leu e refletiu frases relacionadas ao tema da unidade; relembrou e vivenciou brincadeiras da infância. Na sala, recebeu da OE cópia dos Direitos de Aprendizagem no Ciclo de Alfabetização; cópia de orientações/sugestões de como montar o portfólio; fez a leitura compartilhada da seção "Iniciando a Conversa"; estudou e discutiu em grande grupo o texto1 "O LÚDICO NA SALA DE AULA"; realizou levantamento de brincadeiras que podem fazer parte do trabalho de sala de aula,entre outras.

       "BRINCAR NÃO É PERDER TEMPO, É GANHÁ-LO."                 (DRUMMOND)
 

 




 

O lúdico como ferramenta de aprendizagem 

 

O jogo no contexto da educação infantil
Para o professor que se utiliza do jogo como atividade lúdica essa se torna um meio para a aprendizagem, sendo que se faz necessário reconhecer alguns aspectos relacionados aos alunos, suas necessidades, interesses, comportamentos e conflitos para que dessa forma haja através do jogo um desenvolvimento de todos os aspectos relacionados à aprendizagem (cognitivo, afetivo, moral, social e lingüístico). Visando uma melhor aplicação do jogo dentro do contexto escolar fazem-se necessários traçar metas e objetivos claros, pois sem eles esta estratégia de ensino estará fadada ao fracasso ou a se tornar apenas um “recheio” entre atividades paralelas. Assim ao usar durante suas aulas o jogo tendo como o parâmetro o desenvolvimento geral ou individual de seus alunos ou o desenvolvimento das habilidades especificas, é preciso que se faça um planejamento organizado para proporcionar aprendizagem, levando em conta o como se joga o tempo de jogo, o ritmo e as fases do desenvolvimento cognitivo e muitas outras características que se relacionam com aquele que joga.
Desta forma usa-se a observação e a analise das características do jogo e dos participantes durante o jogo para avaliar se realmente o jogo é interessante ou se tornou apenas uma obrigação imposta ou se somente está acontecendo como um momento de recreação e lazer, descaracterizando assim todo processo de aprendizagem através da utilização do jogo. Desta forma abaixo se apresenta algumas características relevantes para que o professor ao selecionar e escolher o jogo possa saber como se utilizar, porque se utilizar e para que se utilizar desse ou daquele jogo durante seu processo de ensinar. No jogo livre a criança se solta e revela todas as suas emoções, dificuldades e interesses, observando o aluno durante o jogo podem reconhecer o comportamento intelectual, motor, social e afetivo de cada aluno possibilitando a construção de um aprendizado significativo.
O jogo espontâneo é visto por muito como simples passatempo, mas é um instrumento importante para a aprendizagem e o desenvolvimento da criança de 0 à 6 anos. O professor que utiliza este tipo de jogo visa à aquisição da autonomia e o desenvolvimento da criatividade. O jogo tradicional tem como principal característica as regras. Observando e registrando as características, a aplicação do jogo e o jogador nos são permitido destacar algumas características inerentes ao jogo de regras como: conflitos, integração, raciocínio, argumentação, motivação, interesse, satisfação, valores, idéias, verbalização, grau de iniciativa, criatividade e autonomia. Utiliza-se também dos jogos para desafiar as crianças, assim causando um “desequilíbrio” como se diz Piaget (?), assim chegando a um desenvolvimento cognitivo, sempre deixando bem claro seus objetivos e lhes proporcionando a construção de conhecimentos específicos. Com esta analise o professor consegue uma a seleção e a utilização do jogo no processo escolar dentro da relação entre metas e objetivos, possibilitando apresentar pontos importantes da utilização do jogo no processo de aprendizagem. Usando o registro de cada jogo podemos também construir um arquivo de jogos que o auxiliará no momento de se construir um ato pedagógico que se utilize do jogo como ferramenta no processo de aprendizagem num diverso grupo de aluno.
              Precisa-se deixar claro que o jogo além de ser um auxiliar na construção do conhecimento na fase escolar pode ser utilizado para diagnosticar problemas que se referem desde questões relacionadas com o desenvolvimento físico-motor, intelectual e social.
Para deixar mais claro o jogo da amarelinha apresenta o desenvolvimento do estagio físico-motor, equilíbrio dinâmico e estático; o social; o interesse, a motivação; a participação e seu comportamento.
Temos uma quantidade enorme de informações que são apresentadas pelo jogador durante o ato de jogar, seja num jogo considerado simples ou complexo. Outro jogo simples, que nos chama atenção é a bolinha de gude, pois desenvolve noções motoras e físicas, noções de tempo e espaço e coordenação motora fina.
Já para se trabalhar com verbalização ou fixação da alfabetização: usaremos cantigas (borboletinha, alecrim dourado), ou parlendas (um, dois, feijão com arroz...; serra, serra serrador...). Para desenvolver a criatividade: utilizar a sucata para fazer os próprios brinquedos, desenvolvendo também a imaginação.
Como podemos observar o jogo pode ser usados para desenvolver varias habilidades e capacidades dentro do processo de ensino aprendizagem escolar, mas também servir como momentos de recreação e  lazer o que se faz necessário é o professor traçar um planejamento onde o jogo possa ser utilizado dentro de seus objetivos. O jogo deverá ser usado como instrumento e não como receita pronta, precisa-se construir ou reconstruir o jogo de acordo com suas metas e objetivos e seu público alvo. Assim o professor deve se utilizar de uma conduta que seja clara e conivente com sua prática como:
Ao invés de impor regras, elabora-las em conjunto com as crianças mostrando uma atividade política totalmente democrática. Com a participação da criança no desenvolvimento das regras, elas podem rever seus valores morais e dizer quando e como deverão ser aplicadas e como podem ser modificadas conforme a repetição dos jogos.
Servir como mediador para a troca de idéias cobre as regras para que haja um consenso geral sobre regras. A deixá-los responsáveis pelas regras os incentiva-los a cumpri-las e elaborar sanções para o seu descumprimento. Deixar com que a criança resolva seus conflitos sobre as regras, pois desenvolveremos uma criança autônoma e independente. O professor precisa ser apenas observador no jogo espontâneo, o que não é muito simples, pois a um vinculo afetivo com a criança. O professor deve fazer seu diagnostico e só intervir para resolver conflitos assim ele conhecerá a realidade lúdica e o comportamento individual e geral de sua sala.
No jogo dirigido o professor deve ser claro na explicação das regras e participar do jogo para elas entendam melhor, assim que elas saibam jogar sozinha deverá ser apenas um orientador durante o jogo.
O educado deverá ser além de orientador um desafiador aumentando a dificuldade do jogo, promovendo o desenvolvimento ou o aumento da fixação da aprendizagem. Para avaliar os propostos dos jogos, os jogos devem ser interessantes e desafiadores e adequados a sua faixa etária.
Deixar as crianças avaliar suas ações, se o professor as impõe as deixam dependentes e inseguras ao tomar decisões. Devemos buscar a participação de todos, pois sua participação ativa é atividade mental e o envolvimento da criança. O jogo deve ser estimulante para a atividade mental, para as capacidades e cooperação das crianças.
O jogo então encerra em sua essência um sentido maior do que a simples manifestação de uma necessidade, ele encerra uma significação que proporciona sentido a ação e reforça a motivação para o jogo, possibilitando a criança criar, recria e descobrir novas formas de atuação dentro do contexto escolar. Nesta perspectiva Antunes (1999) nos mostra que o interesse dos alunos passou a ser a força que comanda o aprendizado, sendo o professor um gerador de situações estimulantes e eficaz, dentro deste contexto o jogo ganha seu  espaço e passa a ser ferramenta ideal para aprendizagem, auxiliando o aluno a continuar suas descobertas e enriquecer sua personalidade.

Links de atividades lúdicas:

 http://www.slideshare.net/lizmendes191182/atividades-ldicas-para-alfabetizao-pasta1

http://alfabetizandocomfantasia.blogspot.com.br/2010/08/atividades-ludicas-para-alfabetizacao.html


http://rabiscoserisco.blogspot.com.br/2013/05/sugestao-de-atividades-para-o-ciclo-de.html

http://rabiscoserisco.blogspot.com.br/2013/05/jogos-para-sala-de-aula_7.html

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